Missão Impossível: Nação Secreta | Crítica

O que faz um bom filme?


Muitos vão falar sobre arcos dramáticos bem definidos, de uma trama complexa que atravessa trilogias a fio, ou mesmo de uma bela orquestração capaz de equilibrar drama, personagens cativantes, ação e uma trama capaz de agradar ao grande público.


No entanto, na minha opinião, o que faz um bom filme é simplesmente o ato da produção entregar aquilo que é prometido.


Ninguém entra no cinema para assistir um blockbuster de "super-espionagem" como Missão Impossível esperando grandes e complexos arcos dramáticos. Aliás, a fórmula da franquia sempre foi explosões + perseguições de carro + contagens regressivas + planos mirabolantes + clichês de espionagem. Todo mundo sabe que é isso, e quando você compra um ingresso pra esse tipo de filme é o que você quer receber.


Afinal de contas, nem sempre estamos dispostos a encarar filmes com uma carga emocional pesada, muitas vezes a gente quer consumir um bom cinema pipocão mesmo, no bom e velho estilo "sessão da tarde". E esse filme nos entrega isso de forma magistral.


Como já discutimos num outro artigo (que você pode ler aqui) as franquias estão ficando cada vez mais na moda derrubando o império das trilogias justamente por garantir uma dose confiável de entretenimento. Quando você entra no cinema para assistir um filme de franquia você sabe exatamente o que vai receber.


É claro que dramaticamente, Missão Impossível: Nação Secreta é um filme raso, com personagens que possuem motivações fracas até mesmo para filmes de ação, isso sem falar na equipe de vilões que explora traços já desgastados pela franquia 007, como o típico capanga com traços nórdicos, ou o vilão cheio de maneirismos com motivação duvidosa.


No entanto, aí está a magia do cinema que é capaz de transformar tramas absurdas numa boa fonte de entretenimento e te faz suspender a descrença. Afinal de contas, o longa traz cenas de ação pontuais, algumas delas capazes de (literalmente!) tirar o fôlego. Além de nos distrair por nos fazer embarcar em cenários luxuosos através do globo em cenas de ação que mantém o espectador preso em sua poltrona do começo ao fim.


Em certos momentos, Missão Impossível parece ser um filme longo demais, pois como é típico da franquia, a história é contada em quatro ou mais atos devido as reviravoltas características da série: como as revelações de espiões duplo-tripolos, traições e etc. Mas é certo que este filme vai te manter entretido até o fim da projeção, ainda mais se você já curte o gênero.


E uma coisa é certa: Tom Cruise ainda vai continuar te levando ao cinema por alguns anos, afinal de contas, segundo os produtores, Missão Impossível quer se estabelecer enquanto uma franquia episódica, ou seja, que não tem fim. No entanto, a medida que o nosso protagonista vai envelhecendo fica a pergunta: quem o substituirá no futuro?

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