As 10 melhores séries de TV da atualidade
E depois de fazermos a nossa listinha dos 10 melhores jogos de videogame do ano, partimos para a continuação de uma das nossas matérias mais comentadas e lidas de sempre, as 10 melhores séries da atualidade, e com atualidade nós queremos dizer todas as temporadas de séries que estrearam entre 1° de janeiro de 2015 e terminaram até 31 de dezembro desse mesmo ano.
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Mais um ano sem Breaking Bad e com um Better Call Saul
boa, mas nem tanto, a lista de melhores séries novamente ficou aberta
para novatas e para consolidar algumas boas e ótimas séries que já estão
na nossa lista todos os anos. Você consegue adivinhar quem ficou em
nosso primeiro lugar? Uma dica: a série terminou esse ano.
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Da lista do ano passado as séries The Newsroom, House of Cards, True Detective, Sherlock e A Lenda de Korra
saíram da lista, no caso da maioria dessas porque elas acabaram ou não
tiveram temporada em 2015, ou no caso de House of Cards porque a 3°
temporada foi bem mediana comparada com as duas primeiras ou True
Detective que teve uma segunda temporada assustadoramente terrivel e
provavelmente não ganhará um 3° ano por isso.
Se você quiser ver a nossa lista do ano passado é só clicar AQUI e saber o que nós achamos das temporadas das séries de 2014.
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A propósito, esse ano eu assisti 80
séries (o dobro do ano passado), um record para mim e algumas séries
foram tão boas que valem a pena entrar na lista, mas não cabem nas 10
mais. Por isso eu resolvi que vou mencionar brevemente pelo menos mais 5
colocados da lista, ou grandes novas séries do ano como Mr. Robot e Scream Queens sairiam sem menção, então vamos a elas?
15 – Galavant (1° Temporada)
14 – Agent Carter (1° Temporada)
13 – Scream Queens (1° Temporada)
12 – The Leftovers (2° temporada)
11 – Mr. Robot (1° temporada)
Mas então, vamos para a lista?
As 10 melhores séries de TV da atualidade!
Segunda série da Marvel em parceria com a Netflix, segunda de 2015 e a série que mostrou o melhor vilão de qualquer obra da Marvel Studios.
Baseada livremente nos quadrinhos Alias, que conta a história de uma
heroína que desistiu do uniforme e passou a virar uma investigadora
particular que investiga diversos casos, a maioria relacionado a
super-heróis, na série isso é um pouco diferente, já que Jessica nunca
usou o uniforme e investiga casos normais.
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Jessica Jones consegue manter o hype e não deixa a bola levantada por Demolidor cair, ainda que diferente da série do herói cego da Marvel, ela tropece em alguns pontos do roteiro e da direção, mas o que se destaca na série facilmente é o vilão Kilgrave, interpretado perfeitamente pelo
10° DoutorDavid Tennant e elevando o nível de antagonistas da Marvel a outro patamar.
A série, diferente de Demolidor que teve um sucesso estrondoso, só terá sua segunda temporada após a série dos Defensores,
portanto não devemos ver Jessica na lista novamente durante um tempo,
mas para ser honesto, será que a série conseguiria essa posição sem o Kilgrave como vilão?
Doctor Who é hoje em
dia a minha série favorita, com mais de 50 anos e com 9 temporadas e
alguns especiais desde que voltou a ativa, a série por mais que eu
quisesse nunca entrou na lista de melhores do ano… até agora pelo menos,
onde a série conseguiu atingir a sua melhor temporada, superando até
mesmo os incríveis 4° e 6° anos.
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No geral, Doctor Who conseguiu esse ano
ter praticamente apenas bons episódios, com pouquíssimas exceções, no
meio de momentos brilhantes tanto da atuação sensacional de Peter Capaldi, quanto no texto sem igual de Steven Moffat que nos empurra sempre além dos limites épicos que ele próprio estabeleceu para a série. Tanto com episódios como Heaven Sent que é um clássico instantâneo, quanto com Hell Bent e The Zygon Inversion, que tem momentos inesquecíveis para a longa história da série. Mas mesmos episódios menores tiveram seus belos momentos.
O episódio de Natal do ano foi um pouco decepcionante apesar de trazer a River Song de volta e a próxima temporada tem toda a chance de ser a última da série com Peter Capaldi como protagonista e Steven Moffat
como showrunner, mas independentemente do que vier no futuro, a 9°
temporada marcou época para a série como a mais perfeita dessas longas 5
décadas.
Num ano em que House of Cards foi bem fraco e as reações para Orange is the New Black e Hemlock Grove não foram das mais empolgantes, com Jessica Jones já atrás na nossa lista, fica fácil dizer que se a Netflix teve uma série melhor que Unbreakable Kimmy Schmidt
esse ano, essa série deve ter sido sobre algum herói cego. Eu não faço
ideia do que deu na cabeça dos produtores da NBC para dispensar uma
série brilhante como essa, mas a Netflix como sempre se mostrou um poço
de sabedoria e chamou Tina Fey e trouxe a série para sua guarda e já
confirmou uma segunda temporada antes da primeira estrear.
Unbreakable Kimmy Schmidt
é simplesmente uma metralhadora de piadas brilhantes proferidas por
personagens carismáticos interpretados por atores incríveis. A série
ainda capricha no tom das piadas que variam desde frases loucas que você
pode usar como piada interna com amigos, até piadas ultra-pops e
modernas que provavelmente vão datar a série daqui há alguns anos, como
os iPhones que se desmontam no dia que o novo modelo é lançado. A série
ainda abusa de piadas de hypertexto, juntando informações internas e
externas da série, quando por exemplo Xantippe (“vilã”
sensacional da série) grita “Kimmy!!” que por sua vez responde gritando
“Gelula!!”, que na verdade é o nome real da atriz.
Eu nem sei mais o que dizer da série, só em escrever esse pequeno
trecho sobre ela me faz ter vontade de voltar e reassistir todos os
episódios, mas é fato que a Kimmy Schimidt de Ellie Kemper é a personagem feminina mais adorável a aparecer em uma tela de TV desde que O Fabuloso Destino de Amelie Poulain saiu em DVD.
Jonathan Strange & Mr Norrell
é uma série que provavelmente você nunca ouviu falar. Audiência baixa,
série inglesa, protagonizada por velhos senhores e uma mistura nada
“digna” de magia e história, sobre isso é a série de longo nome que
sempre me faz lembrar do mago supremo da Marvel.
Baseada no livro aclamadíssimo de Susanna Clarke, a série Jonathan Strange & Mr Norrell
conta a história de dois magos na Inglaterra da era das Guerras
Napoleônica. A ideia da série é de que a magia Inglesa das velhas
histórias sempre existiu e continuou a existir através de um ou dois
magos reclusos, até que certos eventos fazem um desses magos sair da
reclusão e ajudar o governo a combater a França, e daí surge seu
primeiro aprendiz.
A série tem um texto belíssimo, provavelmente proveniente dos livros de Clarke que o próprio Neil Gaiman
diz ser uma das melhores obras da fantasia Inglesa atual, os atores e
atrizes da série fazem um trabalho exemplar em personagens dúbios,
cheios de coragem e covardia, bem e mal dentro de si, sem buscar vilões
fáceis e trazendo a grandeza ao julgamento básico dos humanos comuns,
que se habituam com o fantástico como se habituam com a felicidade e a
tristeza do dia a dia.
Mais uma série inglesa na lista, diferente de Jonathan Strange & Mr Norrell essa você provavelmente pelo menos ouviu falar, já que Wolf Hall está justamente em todas as premiações como melhor mini série e o seu protagonista, Mark Rylance, provavelmente estará no Oscar concorrendo a ator coadjuvante pelo filme de Spielberg, Ponte de Espiões.
A série conta a trama por trás de um dos casos mais importantes da nossa história, onde temos como protagonista Thomas Cromwell, advogado do Cardeal Wolsey e posteriormente advogado e conselheiro do Rei Henrique VIII, que por acaso é interpretado por ninguém menos que Damian Lewis, o sensacional Nicholas Brody de Homeland.
A trama mostra como um misto de muito oportunismo e um pouco de
ideologia fez o Rei Henrique VIII trabalhar para dividir a igreja,
evitar uma guerra civil, a queda da Inglaterra e é claro no meio caminho
casar com uma mulher mais bonita
.
A série Wolf Hall mostra com louvor as consequências
da inconsequência de Reis, ao mesmo tempo mostrando como eles podem ser
influenciados e também quem é que no fim das contas tem a tarefa
hercúlea de executar o que para eles não é mais trabalhoso do que falar
em poucas frases em meio a uma ordem.
Game of Thrones talvez seja a série mais popular do momento, atrás apenas de The Walking Dead que está cada vez mais repetitiva, mas a HBO
conseguiu trazer em 2015 a sua temporada mais polêmica e ao mesmo tempo
a mais bem feita num sentido técnico, particularmente para mim, também a
melhor temporada da série.
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Sem querer entrar em muitas coisas especificas, a batalha de Hardhome
pelo menos eu tenho que mencionar já que ela foi a coisa mais épica já
filmada na TV, mostrando uma batalha digna de figurar em Senhor dos Anéis. Mas além disso a série continua nos traumatizando da melhor e da pior maneiro possível, desde o estupro da Sansa e tudo o que acontece com ela na verdade, até certa personagem que foi parar numa fogueira, Game of Thrones é um soco no estômago e independente das polêmicas que ela causou esse ano, ela nunca perder sua essência.
Talvez o mais interessante sobre Game of Thrones
entretanto, seja o fato de que a série já passou os livros, na própria
temporada atual já vimos coisas que ainda estão longe de acontecer, como
o Tyrion encontrar Daenerys, e outras
coisas, mas ano que vem é que vamos realmente assistir cada episódio
sem ter a mínima ideia do que vem pela frente… e isso provavelmente não
será mais um soco no estômago e sim um chute na cara.
Caindo de 1° lugar para 4° lugar, Fargo
teve um segundo ano quase tão brilhante como o primeiro, dessa vez
mostrando os eventos de 3 décadas atrás no mesmo lugar e com o mesmo
tipo de personagens estranhos e sensacionais que se veem em meio a
violência e caos desse mundo “baseado em fatos reais”.
Acredito que a única razão para a 2° temporada de Fargo não ser tão brilhante quanto a primeira é a falta de Billy Bob Thorton e Martin Freeman. Não que faltem personagens extraordinários esse ano, a personagem de Kirsten Dunst, por exemplo, se destaca, assim como o assassino de belo vocabulário da máfia de Kansas City Mike Milligan, interpretado por Bokeem Woodbine que por acaso tem o melhor final de um vilão EVER!
O texto de Fargo está
tão excepcional quanto sempre foi e os novos personagens continuaram
brilhantes, a trama da série entretanto é um pouco menos divertida do
que a trama da original e o impacto pelo estilo único de Fargo
já havia sido feito no ano anterior, mas nada disso impede que essa
seja uma das melhores entre as mais de 400 séries lançadas em 2015.
Comparando ao desastre que a outra série de antologias promissora (True Detective) foi esse ano, o resultado da segunda temporada de Fargo é invejável.
Homeland levantou
polêmica esse ano com muita gente que não consegue ir além da superfície
da série e não entender que ela é o oposto do panfleto americano que
alguns de seus personagens são. Nesse terceiro ano, como sempre se
reinventando, a série enfiou o dedo na ferida mostrando casos
semelhantes ao de Edward Snowden, que ajudam a
liberdade civil e ferem o combate ao terrorismo igualmente, mostrando a
dualidade desses casos, além é claro da ameaça dos ISIS.
A série dessa vez se passou
completamente em Berlin, exceto por um breve momento no segundo episódio
onde Carrie foi parar na Síria. Carrie, a nossa heroina que está sempre
certa e os personagens ao seu redor ainda não aprenderam isso, deixou a
CIA após os eventos do final da 4° temporada e se tornou chefe de
segurança de uma ONG Alemã e isso dá novos ares a história, com Carrie
fora do seu terreno comum, mas ainda assim extremamente eficiente. A
série obviamente se repete um pouco a mostrar a doença da personagem,
mas de certa forma isso é realista, exasperante apenas no nível que deve
ser exasperante para qualquer ao redor de alguém como Carrie, despreparado para lidar com ela.
Com reviravoltas um tanto óbvias, mas
ainda assim interessantes, a 5° temporada pode até ser um pouco “menos
boa” do que a 4° e melhor temporada até agora, mas ter uma temporada
mediana para Homeland, ainda significa ser melhor que a maioria das outras séries por aí.
A primeira série da parceria Marvel e Netflix
foi um sucesso estrondoso de crítica e público. Por mais que alguns
veículos com intenções mais trending de tentar relacionar seus gostos em
paralelo com a agenda feminista tenham gritado de que Jessica Jones é a melhor coisa que a Marvel já fez, facilmente uma analise mais honesta e mesmo uma avaliação de números mostram o fato: Demolidor é a melhor coisa que a Marvel Studios fez nas telas ao lado do primeiro Os Vingadores.
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Ousada, com um texto magnífico,
interpretações multifacetadas e visuais sofisticados, a primeira série
nascida da parceria entre a Netflix e a Marvel me fez questionar o meu próprio processo de avaliação. Demolidor é talvez a mais brilhante produção live-action de super-herói desde que Christopher Reeve nos fez acreditar que um homem pode voar. Ver outras séries de super-herói, seja as boas da Marvel como Agent Carter e Jessica Jones, ou as medianas das ambas concorrentes como Agents of S.H.I.E.L.D., Arrow e Flash
se torna um trabalho difícil, pois sempre vai parecer que essas séries
estão muito longe de ser tudo o que podem ser, se ser o que o Demolidor é.
Por sorte já temos uma segunda temporada confirmada para o ano que vem, com o Justiceiro e a Elektra
confirmados além do nosso herói cego que dá nome a história. Mas a
série terá um grande desafio pela frente, que é superar coisas como a
luta do segundo episódio, que é fácil de lembrar o quão incrível foi até
agora.
Esse ano a NBC provou
que não é capaz de ter em seu portfólio de séries uma obra-prima.
Incapaz de lidar com a divulgação, sem sequer conseguir descolar um
lugar em premiações e sem acertar seu dia e horário de exibição para um
dia e horário adequados para o publico alvo da série e sem conseguir
anunciantes o suficiente para os hiatos entre o grotesco e sublime de Hannibal, o canal simplesmente decidiu cancelar a série na sua 3° temporada.
A terceira temporada de Hannibal
conseguiu amadurecer as duas temporadas anteriores em um ano com
episódios fantásticos, embora com um início excessivamente hermético, a
série se tornou cada vez mais impressionante em aspectos estéticos e
linguísticos, além de possuir um dos melhores textos da TV atual. A obra
prima de Bryan Fuller teve uma vida curta, mas
certamente marcou a TV e mudou, ou pelo menos deveria ter mudado, o
conceito de como nós pensamos em produtos de qualidade na televisão.
A série deu um salto de 7° lugar na nossa lista do ano passado para o primeiro, infelizmente pela última vez, pelo menos Bryan Fuller
prometeu em 2017 tentar trazer a série de volta a vida, que seja em
filme ou numa série de menores episódios, mas seja como for, Hannibal só teve um defeito esse ano, ela acabou.












